A menopausa é um marco natural na vida da mulher, caracterizado pela cessação da menstruação e por mudanças hormonais significativas, especialmente a queda nos níveis de estrogênio. Essas alterações impactam o metabolismo, a saúde óssea, o perfil lipídico e o bem-estar geral. A boa notícia é que a nutrição pode desempenhar um papel central na redução dos sintomas e na promoção da saúde a longo prazo.
Neste artigo, abordamos as principais estratégias nutricionais para esse período, baseadas em evidências científicas atuais.
1. Ajuste no Consumo de Calorias e Macronutrientes
Durante e após a menopausa, muitas mulheres relatam aumento de peso e mudanças na distribuição da gordura corporal, especialmente na região abdominal. Isso ocorre por alterações hormonais e pela redução da taxa metabólica basal.
Recomendações:
- Reduzir levemente a ingestão calórica total, sem comprometer a qualidade nutricional.
- Priorizar proteínas magras (aves, peixes, ovos, leguminosas) para ajudar na manutenção da massa muscular.
- Evitar carboidratos refinados e açúcares simples, priorizando carboidratos complexos e ricos em fibras.
2. Cálcio e Vitamina D para a Saúde Óssea
A perda de massa óssea se acelera após a menopausa, aumentando o risco de osteopenia e osteoporose. O cálcio e a vitamina D são nutrientes-chave nesse contexto.
Fontes alimentares recomendadas:
- Cálcio: laticínios, vegetais verde-escuros (couve, brócolis), tofu fortificado.
- Vitamina D: exposição solar moderada, peixes gordurosos (salmão, sardinha), gema de ovo e suplementos, se necessário.
3. Fitoestrógenos: Uma Alternativa Natural
Fitoestrógenos são compostos vegetais com estrutura semelhante ao estrogênio humano. Alimentos como soja, linhaça e grão-de-bico contêm isoflavonas e lignanas que podem ajudar a reduzir sintomas como ondas de calor e suores noturnos.
Dicas práticas:
- Incluir tofu, leite de soja, edamame e linhaça moída na alimentação diária.
4. Controle da Saúde Cardiovascular
A queda do estrogênio está associada a um aumento do colesterol LDL e redução do HDL, além de maior risco de hipertensão e doenças cardiovasculares.
Alimentos protetores:
- Azeite de oliva, abacate, nozes e sementes (gorduras boas).
- Peixes ricos em ômega-3 (salmão, atum, sardinha).
- Frutas, vegetais e leguminosas com alto teor antioxidante.
5. Hidratação, Fibras e Saúde Intestinal
A constipação pode se intensificar na menopausa. Além disso, um intestino saudável contribui para o equilíbrio hormonal e a absorção de nutrientes.
Dicas:
- Beber pelo menos 2 litros de água por dia.
- Aumentar o consumo de fibras por meio de frutas com casca, vegetais, grãos integrais e sementes.
Conclusão
A alimentação na menopausa deve ser equilibrada, rica em nutrientes e adaptada às mudanças fisiológicas que ocorrem nesse período. Estratégias como o aumento da ingestão de fitoestrógenos, o cuidado com a saúde óssea e cardiovascular, e o suporte à função intestinal podem fazer uma grande diferença no bem-estar da mulher madura.
O acompanhamento com um nutricionista é fundamental para personalizar as estratégias e atender às necessidades individuais.